domingo, 4 de dezembro de 2011

- Sobre o ano, ou o tempo, ou os dois... -

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Dizem que um ano passa muito rápido. Depende. Olhando assim, agora que já está no fim, parece que passou mesmo. Mas já parou pra pensar em quanta coisa aconteceu nos últimos onze meses e alguns dias?

Pra mim, um ano não passa rápido nem devagar demais. Passa na medida certa, do jeito que tem que ser. Leva o tempo suficiente para aprendermos algo novo, nos arrepender de alguma coisa e nos cansar dele.

O meu maior aprendizado em 2011 foi descobrir que um pé na bunda pode ser, sim, um empurrão. Quem chuta imagina que está fazendo mal, mas no fundo não está fazendo nada além de te jogar para o alto, pra frente, te incentivando a enxergar além do que você estava limitado a ver. E acreditem, eu adorei levar um pé na bunda este ano.

O arrependimento ficou por conta das promessas que não cumpri. Mas juro que vou tentar cumprir todas em 2012. Ou não.

Esse 2011 foi massa. Está sendo. Cheio de sustos, surpresas, medos e decepções, mas compensou com renovações, boas ideias, mentes pensantes, juventude, laços de amizade estreitados, criatividade e - por que não? -, um bocado de malemolência. Foi um ano bom, mas já deu pra cansar dele.

E justamente por sempre nos cansar com o passar dos meses é que esta época do ano é tão legal. Eu não gosto do Natal, nunca gostei. Nem quando criança. Mas adoro o reveillón, a festa da virada, o calendário novo. Taí, eu gosto do novo, da nova chance, da oportunidade de fazer melhor e diferente. É mágico poder renovar essa esperança a cada doze meses. Gosto de curtir um ano, me cansar dele e após a contagem regressiva poder gritar "feliz ano novo" de novo, com birita na cabeça e a alegria de estar começando outra vez. Ok, talvez a gente nem esteja começando nada, mas e daí? Podemos estar recomeçando, continuando, qual o problema? É ano novo, tudo novo, inclusive as ilusões.

Que seu 2012 seja cheio de papéis em branco para colorir, que tenha mil e um poemas novos para escrever... Que seja FODA! Porque o meu, eu não tenho nem dúvida que será. ;)

Dez, nove, oito, [...] três, dois, um!


Felipe Linhares
04 de dezembro

[Tempo - Sandy Leah]

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

- Mimimi -

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O mundo tá cheio de gente chata. Do tipo que se ofende por qualquer coisa, que não sabe ouvir críticas. Do tipo mesquinho e cheio de mimimis. Do tipo que hipervaloriza coisas pequenas, que rende briga.

O mundo tá chato à beça. Por aqui, as pessoas engraçadas estão cada vez mais raras e as imbecis se reproduzindo em progressões geométricas.

Bicho, o mundo tá cheio de gente que leva piadas a sério. Que merda. Que chato!


Felipe Linhares
30 de agosto

[Amaria sonhos coloridos - Maglore]

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

- Oi? -

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Primeiro plano. Um plano, mil planos. O plano. Anos.
Segundo plano. Acaso, oportunidade, instinto predador de merda. Minutos, talvez horas.

Sempre foi assim. Não se espera o contrário, mas se espera respeito. Dele ou dela.

A testemunha que não pediu pra estar ali, que não queria estar ali e que não precisava estar ali. Está ali.

Escuro. Frio. Muito frio. Calor. Sons. Vozes. E nada mais foi o mesmo.
Fez-se a luz junto com o silêncio. E fim. Mesmo com delay, fim.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

- A nossa música continua a tocar... -

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Há quase três meses saiu a notícia oficial sobre a separação da banda "Jammil e uma noites". Cheguei até a comentar isso aqui em um post melancólico e um tanto quanto nostálgico. Por mais que eu acreditasse na volta por cima, toda aquela situação era dolorosa, triste. E apesar de me sentir assim, não podia demonstrar tanto. Além de mim, outras pessoas que eu gosto também estavam sofrendo e elas, sim, precisavam de apoio. Precisavam ouvir um "levante a cabeça, vá em frente, que estamos juntos". Valeu a pena.

Hoje - ah, pra mim hoje ainda é ontem, não dormi -, toda essa tristeza e incerteza deram lugar a uma alegria imensa. Manno Góes reuniu a imprensa em Salvador pra contar as novidades do Jammil. A primeira delas: Levi Lima é o novo vocalista. Um cara jovem, inteligente, compositor de primeira e cheio de vontade de dar certo. Foi anunciado também o lançamento do novo DVD pro segundo semestre. O álbum contará com um documentário sobre a Estrada Real e músicas inéditas em formato de videoclipes. E como não poderia deixar de ser, confirmaram que a banda estará presente em três dias do Carnaval de Salvador.

Por fim, anunciaram um projeto que eu achei foda desde a primeira vez que me apresentaram: o #101noitescomJammil! "Poo, Felipe... Mas não eram 'mil e uma noites'? Cadê as outras novecentas?" Acontece que 101 é o número de noites que faltam pro Jammil poder voltar aos palcos, no dia 15 de outubro. O projeto é justamente uma espécie de contagem regressiva pra noite tão esperada pelos músicos, amigos e fãs. Durante esse período, diariamente será publicado um novo vídeo no hot site oficial da banda mostrando bastidores, ensaios, novidades, entrevistas, enfim... Material pra deixar com água na boca e aquecer a galera pro primeiro show com a nova formação.

Pra conferir toda a campanha, assistir aos vídeos, comentar e ficar sabendo de tudo, cliquem aqui ou acessem - www.101noitescomojammil.com.br !

Então é isso. Hoje eu tô feliz e confiante. Feliz por meu amigo Manno Góes, que merece colher os frutos de um trabalho bem feito e limpo. O "novo" Jammil vem com tudo pra ser o "Jammil de sempre", ainda melhor. Está voltando renovado, jovem, leve, "levi", cheio de gás e coisas bonitas pra mostrar. Aqui é terra da paz, mermão! É tempo de colorir papel e escrever mil poemas. 'Bora?


Felipe Linhares
07 de julho

[Colorir papel - JAMMIL E UMA NOITES]

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

- Desapego -

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Tentei escrever esse texto várias vezes. Digitei linhas e mais linhas, não gostei e apaguei. Desapeguei. Assim como tenho feito com várias coisas, situações e pessoas.

Dizem que o tempo cicatriza tudo. Acho que no meu caso mais do que cicatrizar, ele esfria, afasta. Percebo que não tenho mais aquela antiga necessidade de ler tudo, ouvir tudo e saber de tudo. Na verdade, acredito que se passar pelo desinformado é muito mais interessante do que achar que sabe demais, quando não se passa de mais alguém querendo atenção. Não, eu não sei de tudo. E não vejo mais problema nisso. Ninguém sabe tudo mesmo.

Não sei de tudo, mas sei de muita coisa que finjo não saber. Vi muita coisa que fingi não ver e ouvi muita coisa que preferia não ter ouvido. Mas e daí? Eu finjo que nada sei e não tenho problema nenhum.

Sabe, eu tava pensando e... Ah, deixa pra lá. Ando deixando tanta coisa "pra lá" ultimamente, que uma a mais ou uma a menos não vai fazer tanta diferença assim.


Felipe Linhares
02 de junho

[As cartas que eu não mando - Leoni]

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

- Se a nossa música não toca mais... -

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Foi anunciado oficialmente hoje o desligamento de Tuca Fernandes da banda "Jammil e uma noites". Hoje ou ontem, tanto faz. Já é madrugada, mas "pra mim um dia acaba quando o outro amanhece", como diria um amigo. Portanto, hoje ainda é ontem e do amanhã ninguém sabe. Enfim, saiu a notícia mesmo. Aquela que eu já sabia e negava pra todo mundo - e às vezes pra mim mesmo.

Com isso, chega ao fim a formação original da banda que fez parte intensamente dos últimos anos da minha vida. A banda que me apresentou meu melhor amigo, que me trouxe amores, aventuras, medo, ansiedade, surpresas boas, paixões de carnaval... A banda que eu já fui fã e hoje sou amigo. A banda que eu sempre torci pelo sucesso e dediquei todo meu apoio.

Falar sobre esse "fim" - ou recomeço, como alguns preferem denominar - não é uma das tarefas mais fáceis. Não foram meses de convivência, mas anos. Nove anos, pra ser mais exato. Nove anos de shows, de viagens, bagunça. Anos, não meses.

Hoje faltam palavras pra traduzir tudo que se passa na cabeça de quem tem essas histórias legais pra contar. Versos de músicas são as melhores alternativas, mas como resumir todo esse tempo em poucas linhas? Difícil.

Talvez isso explique o fato de que enquanto a maioria se entristece com a notícia, alguns imbecis comemorem. O mais legal é perceber que os que comemoram são exatamente os que não viveram nada dessa história, que não são nada além de espectadores famintos pela discórdia, mal amados e sem amigos.

Não tenho o que comemorar, pelo menos por enquanto. Tenho, sim, muito o que agradecer. Ao Tuca, pela paciência todos esses anos. Ao Beto, por viver sempre no seu mundo e divertir todo mundo. Ao Jammil, por me proporcionar momentos inesquecíveis, por me permitirem participar ativamente do último registro em DVD do grupo. E, principalmente, ao Manno, pela amizade e sinceridade de sempre.

Não queria que fosse assim, mas "nem tudo é como a gente quer que seja". Então, que seja o melhor pra todo mundo. Que vocês consigam, cada um com seus caminhos e escolhas, alcançar o sucesso trabalhando de maneira justa. Jogar limpo é o primeiro passo pra vitória.

Quanto ao "novo" Jammil, é tempo de mudanças. Hora de colocar a casa em ordem, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. É tempo de colorir quadros, sonhos, papéis... Minha aquarela já está pronta e cheia de tinta nova. 'Bora pintar?


Felipe Linhares
14 de março

[Amor beija-flor - Jammil e uma noites]

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quarta-feira, 30 de março de 2011

- Sobre carroças vazias -

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Esses dias tenho lido muita coisa que não queria ler, mas por ironia do destino, esse conto apareceu na minha timeline no Facebook através da publicação de um contato.

Senti uma parada muito massa ao lê-lo. Primeiro, pela mensagem que ele passa e, segundo, por me lembrar da época em que eu era estudante. Meu professor de inglês citava sempre essa história, enfim... Resolvi compartilhar com vocês. O autor é desconhecido, pelo menos por mim, mas a idéia é massa! Espero que curtam.

"Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou se além do cantar dos pássaros, eu estava ouvindo mais alguma coisa. Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi que estava ouvindo um barulho de carroça. 'Isso mesmo', disse ele, 'e de uma carroça vazia', concluiu. Perguntei-lhe então como sabia que a carroça estava vazia, se ainda não a tinhamos visto. 'É muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz', explicou. Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais ou querendo demonstrar que é dona da verdade, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: 'quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz'…


Felipe Linhares
30 de março

[Reflexo de nós - Maria Gadu feat. Toni Ferreira]

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domingo, 27 de março de 2011

- Sobre escolhas... -

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A gente vive de fazer escolhas. Que roupa vestir, a hora certa de atravessar a rua, ligar ou não ligar, carne ou peixe no almoço, ter ou não ter, comprar ou guardar, pedir desculpa ou deixar pra lá.

E todas essas escolhas, por mais insignificantes que pareçam, podem ser decisivas pro nosso futuro. Por 1 segundo, podemos morrer ou viver. Se aquele e-mail não tivesse sido enviado, hoje as coisas poderiam estar bem diferentes. Uma decisão pode - e vai - interferir de alguma forma no que a gente chama de amanhã.

Destino? Não acredito. Da nossa vida, quem decide o que vai ser somos nós mesmos. Meu destino é reflexo das decisões que tomei. Meu destino sou eu, o seu destino é você.

Já me arrependi de algumas escolhas e já me senti muito feliz por tantas outras. Isso é inevitável. Nem sempre a gente acerta. Como diria um grande amigo meu, esse assunto é um paradoxo: simples, mas muito complicado.

Mas e ai? E você? Escolhe a pílula azul ou a vermelha?


Felipe Linhares
28 de março

[E assim os dias vão - Jammil e uma noites]

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sábado, 12 de março de 2011

- Resenha carnavalesca -

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E mais um carnaval chegou ao fim. A gente passa o ano inteiro esperando por ele, pra esse sacaninha passar voando.

Esse ano foi diferente. Foi uma mistura de sentimentos, emoções e experiências novas. Pela primeira vez em 5 anos, mudamos de casa. Era tudo novo, ambiente desconhecido e aquele velho medo de 2007, quando estivemos em Salvador pela primeira vez.

Não só pela casa nova, mas esse ano foi atípico. Um carnaval que começou dando errado, que parecia não querer vingar. No meio, algumas surpresas boas, umas decepções; umas perdas e alguns ganhos. Conheci pessoas legais que me surpreenderam muito positivamente e pude rever uma galera que eu gosto muito.

E então que me pego revendo fotos dos carnavais que passaram. É interessante ver a rotatividade de pessoas. Alguns rostos estão em registros de todos os anos. A maioria se perdeu e hoje não tenho nem notícia mais. É a vida que segue. Resultado de escolhas e caminhos diferentes.

Gosto de rever fotos antigas. Pra mim, fotos são que nem tatuagens: eternas. A gente pode apagar, rasgar, queimar... Mas bem no fundo, elas nunca são esquecidas. Esquecemos nomes, vozes, sotaques, manias. Momentos, jamais.

Mas então... O Carnaval começou mal, teve altos e baixos e acabou bem. Senti falta de alguns abraços, algumas despedidas, mas nem tudo é como a gente quer que seja.

Obrigado a todo mundo que contribuiu pra mais um carnaval foda! Não vou me atrever a citar nomes, porque certamente esqueceria alguém e seria injusto.

Estar em Salvador é mágico! O pôr-do-sol no Farol da Barra, aquele mar de gente em volta do trio elétrico, a energia daquela terra encantada e especial. Ah, minha cidade elétrica! Tudo ali balança... Até breve, Salvador, SUA LINDA!


Felipe Linhares
12 de março

[Cidade elétrica - Netinho]

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sábado, 5 de março de 2011

- Reflexões de um bêbado no carnaval -

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Tenho a impressão de que tudo é descartável demais. Coisas, pessoas, sentimentos, princípios... Tudo é trocado com uma certa facilidade que me assusta um pouco. Queria que as coisas fossem mais constantes, lineares e coerentes. Mas ao contrário, tudo nao passa de uma estrada curva e esburacada.

Queria saber me colocar um pouco mais no meu lugar: acreditar em meias verdades, mas não me deixar seduzir por elas. Na teoria, tudo é fácil e bonito demais.

Ah, e que fique claro: a opção de não brigar não me torna covarde. Ela é apenas uma maneira de economizar tempo e energia com o que não tem futuro.


Felipe Linhares
5 de março

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