Dizem que um ano passa muito rápido. Depende. Olhando assim, agora que já está no fim, parece que passou mesmo. Mas já parou pra pensar em quanta coisa aconteceu nos últimos onze meses e alguns dias?
Pra mim, um ano não passa rápido nem devagar demais. Passa na medida certa, do jeito que tem que ser. Leva o tempo suficiente para aprendermos algo novo, nos arrepender de alguma coisa e nos cansar dele.
O meu maior aprendizado em 2011 foi descobrir que um pé na bunda pode ser, sim, um empurrão. Quem chuta imagina que está fazendo mal, mas no fundo não está fazendo nada além de te jogar para o alto, pra frente, te incentivando a enxergar além do que você estava limitado a ver. E acreditem, eu adorei levar um pé na bunda este ano.
O arrependimento ficou por conta das promessas que não cumpri. Mas juro que vou tentar cumprir todas em 2012. Ou não.
Esse 2011 foi massa. Está sendo. Cheio de sustos, surpresas, medos e decepções, mas compensou com renovações, boas ideias, mentes pensantes, juventude, laços de amizade estreitados, criatividade e - por que não? -, um bocado de malemolência. Foi um ano bom, mas já deu pra cansar dele.E justamente por sempre nos cansar com o passar dos meses é que esta época do ano é tão legal. Eu não gosto do Natal, nunca gostei. Nem quando criança. Mas adoro o reveillón, a festa da virada, o calendário novo. Taí, eu gosto do novo, da nova chance, da oportunidade de fazer melhor e diferente. É mágico poder renovar essa esperança a cada doze meses. Gosto de curtir um ano, me cansar dele e após a contagem regressiva poder gritar "feliz ano novo" de novo, com birita na cabeça e a alegria de estar começando outra vez. Ok, talvez a gente nem esteja começando nada, mas e daí? Podemos estar recomeçando, continuando, qual o problema? É ano novo, tudo novo, inclusive as ilusões.
Que seu 2012 seja cheio de papéis em branco para colorir, que tenha mil e um poemas novos para escrever... Que seja FODA! Porque o meu, eu não tenho nem dúvida que será. ;)
Dez, nove, oito, [...] três, dois, um!
Felipe Linhares
04 de dezembro
[Tempo - Sandy Leah]
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Destino? Não acredito. Da nossa vida, quem decide o que vai ser somos nós mesmos. Meu destino é reflexo das decisões que tomei. Meu destino sou eu, o seu destino é você.