domingo, 28 de dezembro de 2008

- Adeus ano velho... -

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Faltam três dias pra dois mil e oito virar passado. Três dias pra terminar o ano de contrastes, de surpresas boas e outras nem tanto. Eu ia fazer aqui uma retrospectiva nos moldes do ano passado, mas acabei desistindo por vários fatores. Um deles é a preguiça de tentar lembrar de cada detalhe e transformar em tópicos religiosamente cronológicos. Vou fazer do meu jeito então: sem ordem, sem lenço, nem documento.

Esse ano eu viajei bastante. Só à Bahia foram três vezes. Não conheci muito lugar diferente, mas voltei a tantos outros que eu adoro. Mais um Carnaval em Salvador, o que virou vício. E, desta vez, com um gostinho mais especial ainda: como convidado pra gravar o making of do DVD do Jammil. Essa talvez tenha sido a melhor notícia do ano. Poder fazer parte de um álbum dos caras que você é fã não tem preço. Viajar a Porto Seguro pra gravar a segunda parte, também não teve. E ver o resultado desse trabalho ser um sucesso é ainda melhor.

Mas como nem tudo são flores e nem só de surpresas boas a gente vive, dois mil e oito veio também com algumas bombas. A maior e pior delas, sem dúvida, foi saber que meu pai saiu de casa porque vai ter/teve um filho com uma menina da minha idade e que essa criança possivelmente receberá/recebeu o meu nome. Criança essa que se ainda não nasceu, deve nascer em poucos dias. Criança essa que eu não faço a menor questão de conhecer, mas que eu aprendi a não odiar. Afinal de contas, não tem culpa de vir ao mundo na circunstância que vem/veio, com os pais que tem. Mas enfim, aconteceu e eu não tenho nada a fazer.

Esse ano passou rápido demais e quando eu vi, já era. Empurrei muita coisa com a barriga, adiei tanta coisa, mas estamos na luta ainda. Deixei meu orgulho de lado algumas vezes pra pedir desculpas, briguei e fiz pirraça. Falei quando precisava ter calado e fiz silêncio quando não precisava. Nem sempre a gente acerta, né?!

Conheci muita gente interessante esse ano. Algumas que eu já conhecia e se mostraram mais amigas do que eu imaginava e outras que surgiram pra fazer a diferença.

Não vou fazer aqui nenhuma promessa pro novo ano, porque eu quase nunca consigo cumprir. Sempre prometi emagrecer um pouco durante o ano, mas nunca dava muito certo. Guardar dinheiro então, é algo quase impossível pra mim. Dinheiro na minha mão é vendaval mesmo e, sim, ele sabe dizer tchau. Então, seja o que for, sem promessas.

Que dois mil e nove seja bem melhor pra todos nós. Que essa chuva insistente leve com ela tudo de ruim que possa nos atrapalhar. Que as guerras cessem, que a violência diminua e que a paz seja cada vez mais verdade em nossas vidas. Sorte pra vocês e até o ano que vem!


Felipe Linhares
28 de dezembro

[Novo tempo - Ivan Lins]

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domingo, 21 de dezembro de 2008

- Sobre verão, provas e saudade -

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Salve, salve cambada! Começou hoje a estação preferida de quase todos os brasileiros. A estação da mulherada de biquini, da cerveja mais gelada, do sorvete, da praia, da piscina, do sol. O verão está ai e nos fará companhia por três meses.

Talvez por isso eu tenha escolhido o dia de hoje pra escrever esse texto que é, no mínimo, especial. Essa é a centésima postagem aqui do blog. É a centésima vez que vocês são obrigados a ler minhas besteiras. Aproveito então a ocasião duplamente festiva pra inaugurar o visual de veraneio por aqui. Espero que a nova fachada do buteco agrade pelo menos aos gregos, já que é impossível agradar a eles e aos troianos ao mesmo tempo.

Hoje também eu fui fazer uma prova de concurso público. Não preciso nem falar que eu odeio esse tipo de prova, ?! Vestibular, concursos, enfim... Odeio ter que desligar o celular, odeio essas provas com questões gigantes, odeio trabalhar contra o relógio e, principalmente, odeio preencher gabarito. É um saco ter que colorir bolinha por bolinha cento e vinte vezes. Devia ter algum tipo de carimbo pra isso. Carimbou, tá pronto.

Odeio mais ainda quando a logística de seleção do local de provas é por ordem alfabética. Primeiro porque eu sempre sou selecionado pro outro lado da cidade, quase uma viagem. E segundo porque na minha sala só tem Felipe. Tem mais homem na sala do que na fila do alistamento militar. Chega a feder, de tanto homem reunido. Sem falar que quando o aplicador vai chamar um dos "Felipes", até ele falar o sobrenome do cara, todos olham.

Mas tá bom... A prova foi relativamente fácil, não demorei muito pra terminar e sei lá se passei. Nem o gabarito eles liberaram pra dar uma conferida.

Mudando um pouco de assunto, deixa eu falar de saudade agora.

Essa semana um amigo meu de Natal que estava em BH há quase três meses foi embora. Durante esse tempo todo que ele esteve aqui, a gente deve ter se encontrado não mais do que sete ou oito vezes. Apesar de não nos vermos com tanta frequência, era confortável saber que estava sempre por perto, na mesma cidade. Que bastava apenas um telefonema pra ir tomar uma gelada num buteco qualquer entre os milhares que existem aqui, fazer um tour pela cidade ou jogar uma partida de boliche. Bastou ir embora, que no outro dia já bateu saudade. Vai entender...

Então é isso. Eu nem devo escrever por aqui mais antes do dia vinte e cinco, então Feliz Natal a todos vocês. Eu não sou muito fã dessa época não, mas tem que fazer o social, ?! Ainda estou pensando se escrevo ou não uma retrospectiva de dois mil e oito aqui, mas confesso que estou com preguiça. Vamos ver se eu animo até a virada do ano.

Falando nisso, ainda não sei onde vou no reveillón. aceitando analisar qualquer convite!


Felipe Linhares
21 de dezembro

[Misunderstood - Bon Jovi]

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

- Dia santo -

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Sábado de manhã eu estava descendo pro serviço e a igreja aqui perto de casa estava lotada, o que não era nada comum pro horário. Olhei no celular que dia era e tava explicado: treze de dezembro, dia de Santa Luzia.

Sem dúvida esse é um dos poucos "dias santos" que eu lembro. Talvez por eu ter sido "criado" nessa igreja e tenha feito a minha primeira comunhão nesse dia, nessa igreja, no dia da Santa. E algumas datas são inesquecíveis, por mais que hoje em dia eu não frequente mais igreja nenhuma e não bote fé em quase nada da Igreja Católica.

Se eu fosse obrigado a me encaixar em alguma religião hoje, talvez me classificaria como espírita. Não sou nenhum estudioso da Doutrina, não sei da vida e obra de Allan Cardec, mas é a religião que me parece mais coerente. Ah, mas esse nem é o assunto do texto. Deixa eu voltar pra Santa Luzia então...

Pra quem não sabe, ela é a Santa "responsável" pela saúde dos olhos, assim como Santo Antônio é o casamenteiro e São Pedro é o "manda chuva".

Além de conjutivite, eu nunca tive nenhum problema de visão. Nunca precisei usar lentes corretivas, nem fazer uso de colírios e também não sou vesgo. Apesar disso, me deu uma vontade enorme de entrar naquela igreja e clamar por Santa Luzia. Não pela saúde dos meus olhos, mas pelo "olho gordo" que sempre rola, ?! Eu acredito sim que a inveja das pessoas é capaz de fazer coisas horríveis. Ai, no sábado, me deu vontade de rezar por eles. Mas tava atrasado e nem entrei na igreja. Depois fui pensar melhor e vi que não adiantaria ter entrado mesmo. Ela cuida da saúde dos olhos, mas não é endocrinologista pra emagrecer olho, ?!


Felipe Linhares
15 de dezembro

[Não é proibido - Marisa Monte]

P.S.¹: pensando seriamente em anunciar meu irmão no Mercado Livre. Aceito vale transporte e ticket alimentação. Será que vende fácil?
P.S.²: Sábado fui a mais um show do Jammil. Preciso nem dizer o quanto foi bom, ?! E como é bom ser tratado bem por pessoas que a gente admira.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

- Custo de oportunidade -

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A época de faculdade geralmente é a melhor fase da vida de muita gente. Quando se conhece muitas pessoas interessantes, bebe como nunca e estuda aquilo que gosta, sem precisar saber de matérias chatas que não te interessam em nada. Pra mim não teve quase nada disso.

Tá, bebi bastante, mas só. Conheci poucas pessoas interessantes. O campus da faculdade onde eu estudei só tinha gente feia e velha. Eu era um dos mais novos e, mesmo desprovido de tanta beleza, um dos mais "apresentáveis". Por um lado, era até bom porque dava uma levantada na auto-estima, enfim...

Quanto a estudar o que eu gosto, prefiro nem comentar. Todo mundo que me conhece um pouco sabe que não combino em nada com administração de empresas, balanço financeiro, análise de custos e HPs. O meu negócio é letra, é prosa. Gosto é de criar, inventar e [tentar] deixar a criatividade voar.

Apesar de tudo isso, apesar de não gostar do que estava aprendendo, procurava tirar o máximo de proveito do que era passado. Já que era pra estar ali, que me servisse pra alguma coisa. Lembro que logo no primeiro período, tive uma disciplina de micro-economia e uma das matérias falava sobre "custo de oportunidade". É o que a gente ouve desde criança, mas com um ar acadêmico. Essa matéria dizia que, por exemplo, se temos cinquenta reais na mão e precisamos comprar uma camisa e estamos afim de sair pra beber, temos que escolher entre um ou outro. Pra eu ter a camisa, não posso gastar a grana na cachaça com a galera. Por outro lado, se o grau de alcoolismo está elevado, eu posso beber e ir pro buteco com camisa de propaganda de campanha eleitoral do ano passado ou o abadá da última micareta.

E na vida é mais ou menos assim também. Tem hora que precisamos abrir mão de uma situação pra termos outra. Foda é quando a gente acha que tem o braço grande suficiente pra abraçar o mundo e que o custo de oportunidade não existe. As dívidas aparecem, os limites do cartão estouram e o salário do mês que vem já está completamente comprometido.

Pior do que isso é só quando o amor de praia não sobe serra. Aliás, quando o amor de carnaval sobe a serra com quem vai embora, mas morre na quarta-feira de cinzas pra quem fica.


Felipe Linhares
10 de dezembro

[Tá com medo de amar - Claus e Vanessa]

P.S.¹: Amanhã é aniversário de Tuca! Parabéns e que você continue esse "band leader" exemplar, com o mesmo coração gigante que sempre teve.
P.S.²: O visual de verão do blog tá quase pronto. Em breve o buteco estará de faixada nova!

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

- To be or not to be? -

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A vida é feita de escolhas. A cada minuto escolhemos entre falar ou calar, fazer ou não fazer. Antes mesmo de poder escolher alguma coisa, já escolhiam por nós. Nosso nome, nossas roupas, nossa comida. O tempo passa e nossas escolhas dependem de nós mesmos. É um erro grande esperar - ou querer - que os outros tomem algumas decisões no nosso lugar.

"Escolher" talvez seja a maior responsabilidade que nos foi dada. Um passo errado pode interferir em coisas que a gente nem imagina. Por uma questão marcada errada você pode perder o vestibular da sua vida. Ficar em casa naquela noite de quinta-feira pode impedir que você conheça a mãe dos seus filhos, talvez. Aquela que derramaria cerveja em você na boate onde todos os seus amigos estão e você preferiu ficar assistindo "A Grande Família". Deixar de demostrar um sentimento na hora certa pode te afastar pra sempre do seu grande amor.

A gente vive escolhendo, mesmo sem perceber. O lado da cama, a hora de atravessar a rua, a música que vai tocar no Windows Media Player. Escolhemos entre o chocolate ou a baunilha, a Skol ou a Brahma, a micareta ou a trance, o gastar ou o guardar, o viver ou o morrer. Escolhemos entre o bem e o mal.

Bem e mal? Depende do ponto de vista, assim como o certo e o errado. Bem e mal - bom ou mau - é tão variável quanto o humor de São Pedro ultimamente. Bom, pra mim, é correr atrás do trio e beber todas; pra minha avó, bom é passar horas dentro da igreja. Certo, pra mim, é agir dentro da lei; pra galera de Brasília, nem sempre.

E assim a gente vai escolhendo. Reclamando, às vezes, dos resultados, mas escolhendo. A gente só não escolhe o amor...


Felipe Linhares
02 de dezembro

[Esquadros - Adriana Calcanhoto]

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