quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

- Sobre promessas e ano novo -

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Então que dois mil e nove acabou. E com ele, acabou a década. A primeira do - tão esperado e comentado - século vinte e um. Parece que era anteontem quando todo mundo fazia dois mil planos pra ontem, o ano dois mil. E ele passou rápido. E depois dele, mais nove. E o que a gente fez? Será que pelo menos um daqueles dois mil planos foi executado?

Fazer planos é bastante comum essa época do ano. Talvez a mudança de calendário nos inspire a planejar e - por que não? - ter a esperança de fazer alguma coisa diferente. Mas, pra muita gente, esse sentimento não dura além da ressaca do dia primeiro de janeiro. Basta virar o ano e tudo que era plano vira arquivo. Fica juntando poeira em algum lugar fedendo a naftalina, esperando o próximo dezembro pra voltar a ser usado, igual aquele casaco de pele que sua tia comprou na Europa em mil novecentos e noventa e três, mas só usa uma vez por ano pra tirar foto. Planejar e não executar é como descascar e não chupar a laranja. Planos não são a mudança que a gente quer. Planos sem ação são só planos.

Então, que nesse novo ano a gente consiga sonhar, planejar e realizar. Você pode fazer uma lista de objetivos e arquivar quase todos, mas se alcançar pelo menos um deles, comemore!

Feliz dois mil e dez! Feliz ano novo! Feliz década nova! Feliz planos novos! Que eles não sejam promessas de reveillón e durem pra lá de fevereiro...


Felipe Linhares
31 de dezembro

[Tá rindo, é? - Ana Carolina e Seu Jorge]

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