quinta-feira, 11 de março de 2010

- The story of Anvil? Or story of us? -

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Sabe quando algo te surpreende muito positivamente? Pois é, acabou de acontecer comigo. Nunca fui fã de rock'n'roll, heavy metal e coisas do gênero. Respeito quem gosta, mas não é a minha praia. Em toda minha vida, fui em só um show de rock. Era uma banda gringa, Silverchair. Fui com a galera do colégio, tinha sei lá, 15 anos... Foi o suficiente pra conhecer, mas não ter vontade de voltar. Prefiro minhas micaretas, meus trios elétricos, meus shows em barzinhos, enfim...

Há alguns dias, Manno Góes vem falando no twitter de um documentário sobre uma banda metaleira canadense que, apesar de muito esforço, nunca alcançou o sucesso. Confesso que não me despertou a menor curiosidade. Nada mais normal. Como eu disse no último post, poucos são os artistas que conseguem chegar ao topo. Mas ontem, Manno me pediu ajuda em relação a esse filme, sobre onde encontrar... Depois de pouco mais de cinco minutos de busca, encontrei um link pra download e, pra fazer o teste antes de passar a "bola" pra frente, baixei pra verificar a qualidade do arquivo, do áudio, enfim, saber se tava "tudo certo na Bahia". E tava!

Com o download concluído aqui e a recomendação pra eu não deixar de ver o filme, resolvi assistir sim. Deixei pra lá o preconceito contra o estilo musical e apertei o play sem nenhuma pedra na mão. Coloquei pra rodar pronto pra gostar ou não.

E então que eu me emocionei com a história de Anvil, a tal banda de Toronto que ensaiou um sucesso na década de oitenta, mas nunca alcançou a glória. Não me apaixonei pelo som deles porque, realmente, ficar gritando e balançando a cabeça não é pra mim. Mas me apaixonei, sim, pela trajetória dos caras.

Uma banda que tinha tudo pra dar certo, não deu. Problemas com gravadora, com falta de organização, de produção, vai saber. O fato é que eles tinham um sonho e não desistiram dele. Tomaram várias portas na cara, vários pés-na-bunda, mas não deixavam a esperança morrer. Se animavam com qualquer telefonema, faziam planos e não mediam esforços pra ir até o Japão correr atrás do objetivo. Tinham medo como qualquer pessoa, mas não deixavam esse medo ser maior que a vontade de dar certo.

E sabe quem mais alimentava toda essa esperança? Os fãs! Sim, os fãs que, segundo o próprio Robb, vocalista do grupo, eram o alicerce da banda. Foi bonito ver a devoção e, mais que isso, a paixão com que os fãs falam no filme.

Inevitavelmente, fiz um paralelo entre "The story of Anvil" - nome do documentário - e a vida. A minha vida, a nossa vida. Muitas vezes somos medrosos. Às vezes, temos medo até de dar certo. E isso impede que realmente dê.

Eu mesmo, me formei na faculdade em um curso que não gostava só pra satisfazer os outros. Não trabalho com o que gosto ainda, não alcancei o meu sucesso. Já desisti, sim, com algumas portas trancadas. Perdi muito por não ter tentado arrombar, mas acredito que era pura falta de experiência. Hoje eu quero dar certo. Quero o sucesso, independente de quantas portas se fechem pra mim. Pelo menos uma vai ter que abrir. Toda fechadura tem o seu segredo, sua chave. Sempre.

Enquanto isso, continuo com a minha esperança de Anvil viva. Continuo esperando que meu telefone toque com notícias boas vindas de, sei lá, Tóquio? Bahia? Rio? Londres? Belo Horizonte?...


Felipe Linhares
11 de março

[A próxima vez - Playmobile]

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10 palpites:

Amanda Amaral disse...

É ruim o fato de existirem poucas oportunidades, mas o importante é nunca deixar de tentar. Fora que a gente deve acordar arrependido mas nao dormir com a vontade. Aprendi isso.

E o ruim é quando aparecem algumas oportunidades e a gente nao segura, depois que passa a gente tem noção da besteira que fez... assim já aconteceu comigo algumas vezes. Enfim...

Lutar sempre. =]

Pedro Fellipe disse...

E mais, Felipe e Mandy... um grande amigo meu formado na universidade da vida me disse uma vez que oportunidade não tem nem cabeça nem rabo, do jeito que ela vem você se agarra nela e nao deixa ela escapar.

E Felipe, luta e faz o que tu gosta mano, porque trabalhar sem tesão deve ser uma merda total, triste esse final do teu texto. Mas continua tentando que tu vai vencer !

Nathy Freitas disse...

Nunca fui nesse tipo de show, nem na minha adolescencia rsrsrs... mas enfim... sempre vale a pena abrir portas para o desconhecido,a final só podemos falar daquilo que temos conhecimento.

Eu tô nessa situação, de meio que estar perdendo as esperanças.. acho q todo mundo passa por uma fase assim... descrente de td!!!
Tô recem formada, sem emprego.. e parece q a única luz do fim do túnel é a do trem.. pronto pra me atropelar.
Enfim, eu sei que uma hora isso vai passar, e a esperança vai voltar a reinar..., ñ tá no fim, até obtermos o sucesso, né???
E por mais q eu esteja mal, eu ainda acredito que temos q lutar pelo que sonhamos, acreditar q vai acontecer...senão a vida fica mt chata...


*tava com saudades de vir aqui.. tempinho q çn visitava o blog.
** sauuuudaades de vc.

bjooosss

Ciça. disse...

Eu até costumo curtir o som, apesar de não conhecer essa banda. Mas indo ao motivo docê ter escrito isso... A gente sabe que persistência é a chave do sucesso.. Mas na prática é mais complicado..
Me passa o link desse filme ai depois, amor!

Aaah, tenho coisas pra te contar!

beeijo!

Robert disse...

Vi o comentario do Manno que Dustin Hoffman viu ate neh?
queria saber qual era esse filme, e esqueci de perguntar dele...
de ROCK/METAL entendo..
pow o Anvil ouvi acho q duas musicas, nao faz muito meu estilo de METAL , black... curto o tradicional de Iron maiden, Judas...
mas sou fa mesmo de Gamma Ray e helloween, melodia e guitarras limpas!

tbm quero o link cara, mas acho q tu iria curtir ROCK STAR fala sobre o mesmo, mas filme inspirado no vocalista do judas q era super fa do judas que assim substiui o seu idolo nos vocais, sonho? hehe
mas com humor e mostra como eh dificil chegar onde se quer, ou aconselho um filme mais estiloso QUASE FAMOSOS.
abracos!!

Carla Veras disse...

Gostei do post, mas o que realmente foi bom foi a alusão feita sobre nossas vidas! Essa dose de ânimo é sempre boa, e particularmente, é o que eu tô precisando!
Sempre bom ler seus textos!
Beijos

adalene disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
adalene disse...

ossa, Lipe, vc fala como se fosse um cara de 40 anos completamente sem rumo!

Vc já fez muito se já conseguiu ter clareza do que realmente te faz feliz em termos profissionais, aquilo que tem potencial de ter realizar (se bem que, nada é garantido).

bjs

Ge disse...

O curso q eu fiz, tb foi pra satisfazer os outros, não é bem aquilo q eu quero... Acho q temos q buscar aquilo q nos agrada, senão vamos passar a vida sem a satisfação profissional. Corra atras daquilo q tu gosta... Torço por vc!!! beeijo

Carol Bombom disse...

Esperança de Anvil.. é uma frase que vai pegar ;)